I love interfaces.

Yep! I adore all the pixels that stand between the user and the code.

Falando de Steve Jobs, essa é para os loucos

R.I.P.

Falando de Steve Jobs, essa é para os loucos

Quando perguntam pra alguém quem é seu ídolo, muitos podem responder que é algum músico, um cineasta, um autor, um artista, um jogador de futebol, um cientista do passado, ou até um líder religioso do presente. No meu caso não é nenhuma dessas opções. Meu ídolo é Steve Jobs.

“Here’s to the Crazy Ones. The misfits. The rebels. The trouble-makers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules, and they have no respect for the status-quo. You can quote them, disagree with them, glorify, or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world are the ones who do.”

Lembro muito bem do meu primeiro produto da Apple: um iPod Photo que meu primo trouxe de uma viagem. Foi inclusive a primeira vez que tive um iPod em mãos, já que na época eram raros e absurdamente caros no Brasil. De tão empolgada pra ver meu iPod, não esperei meu primo nem desfazer as malas pra pegar a caixa e, pra minha surpresa, passei uns 15 minutos só olhando pra embalagem e todos os seus “simples” detalhes.

“Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works.”

Das vezes que ficava parada olhando para iMacs coloridos em vitrines de lojas, passando por esse episódio do meu primeiro iPod, primeiro Mac, primeira vez que segurei um iPhone (da primeira geração) até agora que escrevo de frente para um MacBook Air. Não tem como contar todas as experiências que tive com produtos da Apple, assim como não tem como separar a empresa da cabeça por trás dela… Steve Jobs.

“Computers are like a bicycle for our minds.”

Esse é o cara por trás da “loucura” da nossa era. Sua influência no mercado de computadores é apenas uma das interferências de Jobs no mundo que vivemos hoje. Sem ele o design não seria o que conhecemos hoje, nem a indústria musical, nem a forma como consumimos conteúdo, como distribuimos tarefas entre máquinas grandes e pequenas, como vemos jogos, como assistimos a animações, a publicidade e até a arquitetura. Seja você um Mac, um PC, um Linux, um Android ou simplesmente alguém que tenta ficar longe de computadores: você também vive num mundo cheio de “toques” desse gênio.

“Being the richest man in the cemetery doesn’t matter to me. Going to bed at night saying we’ve done something wonderful… that’s what matters to me.”

E digo gênio porque, assim como nas frases de “Think Different” citadas acima, somente gênios (e loucos) conseguem ver o que as pessoas ainda nem sabem que querem. O processo de inovação vem de um lugar cheio de palpites, imaginação e ousadia que desafia os muitos que apostam no fracasso.

“Sometimes life’s going to hit you in the head with a brick. Don’t lose faith. I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did.”

Eu poderia escrever esse post em outros blogs de mais exposição, onde mais pessoas vão ler e comentar. Entretanto, esse é o texto mais pessoal que já escrevi, e merece ficar no meu canto mais “pessoal” da rede. Acho besteira quando vejo hashtags de luto e homenagens em redes sociais para quem se foi… O luto é um estado pesado demais para expressar em tão poucos caracteres e sempre fui da opinião que as homenagens são muito mais verdadeiras e valiosas quando feitas durante a vida do então homenageado. Ainda assim, não posso deixar de registrar essas palavras aqui. Foi com muita tristeza que, ontem, recebi a notícia que meu grande ídolo não está mais conosco, e poderia passar dias aqui escrevendo sobre suas ações e criações. Não me ofende ser chamada de MacFag, MacHead, ou seja lá qual o rótulo que alguns podem ter em mente… I’m a Mac. E só tenho a agradecer toda a influência que esse líder marcou em cada um de nós para um mundo “different”. Pensar que a tecnolgia não é feita apenas de máquinas, mas também de pessoas. Pensar que um computador vai além de apontar um cursor. Pensar que tudo que é bom pode e deve ser melhorado. Ver pessoas que sempre amaram computador ficarem admiradas ao ver um iPad. Ver pessoas que nunca gostaram de computadores ficarem tão (ou até mais) admiridas quanto. Aprendemos que máquinas também podem ter estilo, mas o estilo maior está nas mãos de quem está em torno delas, seja construindo, seja usufruindo.

“If the hardware is the brain of our products, the software is their soul.”

Alguns podem dizer que ele conseguiu o que queria: mais pessoas pensando diferente. Um dia depois de a Apple apresentar números incríveis de como suas plataformas têm crescido, Steve Jobs se foi com o dever mais que cumprido. É um legado que influencia nosso dia-a-dia de maneiras tão diferentes, que continuará quase que como um mito, passando de geração para geração, pois gênios como esse não aparecem aos montes.

“I want to put a dent in the universe.”

Fazer a diferença não é pra qualquer um. Ele conseguiu, e de forma brilhante.

Obrigada por tudo, Steve Jobs.

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